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Barroco
 


 
Embora o barroco tenha se manifestado na maior parte das colônias estabelecidas pelos europeus na América Latina, foi no Brasil, e especialmente em Minas Gerais, que chegou a produzir obras de arte relativamente autônomas em relação aos modelos importados. A arquitetura, escultura e pintura em cidades como Ouro Preto, São João del Rei, Congonhas do Campo, Mariana e outras constituem os principais representantes desse estilo, que vigorou no séc. XVIII, numa época de opulência resultante da exploração das jazidas de ouro. Exemplos de arquitetura e escultura barrocas encontram-se em igrejas como a de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, ou a de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo. Nelas se evidencia a originalidade de pintores como Manuel da Costa Ataíde e Francisco Xavier Carneiro, e de esculturores e entalhadores como Francisco Xavier de Brito e José Coelho Noronha e, acima de todos, Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Os doze profetas de Matosinhos constituem o ponto mais elevado a que chegou a arte escultórica brasileira.
O termo barroco indicava, na Península Ibérica, um tipo de pérola de forma irregular e bizarra e, na Itália uma conversa pedante contorcida e do escasso valor argumentativo.

Como reconhecer a arte barroca?
De acordo com Flávio Conti: "A arte barroca estendeu-se por todo o século XVII e pelas primeiras décadas do século XVIII. A sua difusão abrangeu quase toda a Europa e a América Latina.
"No plano teórico, o caráter típico do barroco foi uma enorme ambigüidade", foi a transgressão das regras impostas pelo Renascimento quer na letra quer no espírito.
"O Renascimento era equilíbrio, medida, sobriedade, racionalismo, lógica. O barroco foi movimento, ânsia de novidade, amor pelo infinito e pelo não finito, pelos contrastes e pela audaciosa mistura de todas as artes. Foi dramático, exuberante, teatral, tanto quanto a época anterior foi senera e comedida".

Causas da arte barroca:
Influência das novas formas geométricas derivadas do progresso da matemática.
Advento do humanismo
Aceleração dos rítmos das formas renascentistas
Eclosão da Reforma
Colaboração da Companhia de Jesus

Características Plásticas da Arte Barroca:
Simetria relativo - fuga dos detalhes
Fugas aos esquemas clássicos: liberdade de composição e rebeldia
Linhas de composição espiraliformes e retorcidas
Índole passional e violenta capacidade de expressão
Impressão teatral: fundo, forma, cor e luz em ação.
Uso de formas concoidais do olho de boi e de sacadas
 

FACHADAS
- Sóbrias e sedenes, de pedras ou caiadas com cunhais de contaria
- Portadas trabalhadas, envesaduras, padieiras, conchéus
- Espírito clássico desprovido de cánones
INTERIORES
- Suntuosidade e profusa decoração
- Retábulos variados
- Medalhões, painés, quadros
- Folhas de acanto é muitas vezes o eixo temático decorativo
- Tetos pintados com alegorias, preferencialmente figindo o céu
- Emprego de colunas retorcidas ou salomonicas
- Talhas - pintura douradas:
bordada e rendilhada
singela
- Arco cruzeiro
 

Exemplo do Barroco na Áustria:
Belvedere superior: Pavilhão de Festas do Príncipe Eugênio de Saboia: é claramente barroca pelo seu fausto, mas muito correto com uma equilibrada distribuição dos volumes. Uso de colunas femininas (cariátides) e masculinas (Atlantes).

Características Gerais:
O gosto cenográfico: inserção do gosto cenográfico
O absurdo do barroco: O barroco não renega as formas clássicas (colunas, arcos, frontões, frisos), mas transforma-os de uma maneira fantasista e subjetiva.

"A procura do movimento, quer real (uma parede ondulana, uma fonte de onde a água jorra sempre nova), quer sugerida (ação violenta ou esforço); a tentativa de represntar ou de sugerir o infinito (um fresco que simula a abóbada celeste, um jogo de espelhos que altera e forma irregconhecível as perspectivas); a importância dada as luzes e aos efeitos luminosos na percepção final e na própria concepção da obra de arte; o gosto pelo teatral, pelo cenográfico, pelo fausto; a tendência para não respeitar os limites da disciplina, misturar a arquitetura, pintura e escultura
- Edifícios típicos da época barroca: a igreja e o palácio, nas suas diversas versões: igreja catedral, paroquial ou convencional, o palácio citadino, a residência de campo, a régia, realizações arquitetônicas urbanísticas: a criação de grandes jardins agregados as residências de certa importância".
 

Exemplo de igreja barroca:
Catedral de Santiago de Compostela, encontra-se na Espanha, iniciada em 1650. A fachada é típica barroca, uma superfície plana incrustada com grande quantidade de decorção fantasiesa.

Estilo surgido na França por volta de 1715 e que se manifestou na arquitetura, pintura, escultura e sobretudo nas artes decorativas e ornamentação de interiores. Caracterizava-se pela preponderância de curvas, pelas formas leves e sofisticadas, e seus temas refletem na arte o hedonismo dos ambientes galantes. Foi introduzido pelos arquitetos Robert de Ctte, Gilles Marie Oppenord e pelo decorador, pintor e ourives Justin-Aurèle Meissonier, difundindo-se rapidamente pela Espanha, Áustria, Itália, Portugal e sobretudo no sul da Alemanha, onde se transformou, ao lado do gótico, no estilo mais característico e nacional. No Brasil desenvolveu-se entre 1770 e 1800, havendo na obra do ALEIJADINHO traços do estilo rococó. Seus artistas mais representativos são os pintores WATTEAU, BOUCHER e FRAGONARD; os escultores e decoradores Nicolas Adam, os irmãos Johann Baptist e Dominikus Zimmermann e os arquitetos Johann Balthasar NEWMANN, Johann Michael Fischer e Pierre Alexis Delamaire.
Estilo que floresceu na Europa, particularmente na França, a partir de meados do século XII, perdurando até fins do século XV. A arquitetura, principalmente a religiosa, caracterizou-se pela verticalidade das formas e pela busca de equilíbrio por meio da criação do arco cruzado ou ogival, que dividia o peso da abóbada central, descarregando-o sobre vários pontos. As paredes deixaram de ter função dde sustentação, a estabilidade sendo conseguida pelos arcos ogivais. Isso permitiu o uso de materiais mais leves para as paredes, como o vidro, e grandes janelas passaram a inundar os templos com a luz filtrada pela pintura dos vitrais, em substituição à pintura mural. O novo estilo arquitetônico evidenciou-se, pela primeira vez, em 1135, com a construção da basílica de Saint-Denis(ver obras), na região onde hoje se situa Paris. A cateral e Notre Dame de Paris é exemplo típico do gótico primitivo, embora ainda apresente muito do estilo românico, berço da arte gótica.
Durante o século XIII, também denomiinao do gótico clássico, acentuaram-se as linhas verticais e as catedrais passaram a apresentar abóbadas ogivais mais elevadas e estreitas, como as de Chartres e Reims, na França; a de Salisbury, na Inglaterra; a de Colônia, na Alemanha. Esse foi o período do apogeu do gótico. Nos séculos XIV e XV, as construções tornaram-se mais elaboradas e cheias de ornamentos. A escultura começou utilizando um estilo simbólico e evoluiu, posteriormente, para uma fase realista. A pintura caracterizou-se pelo requinte e brilho das cores.
 
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