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Arquitetura
 

Em todos os períodos históricos, a arquitetura tem sido uma das mais significativas expressões da cultura que a produziu. As pirâmides egípcias, por exemplo, como túmulos reais, traduzem a visão de mundo do povo que as construiu: a esperança de uma vida eterna após a morte, em enormes e duradouros edifícios de pedra. Os impressionantes vestíbulos em colunas do palácio real em Persépolis foram construídos para demonstrar o poder e a majestade dos antigos reis da Pérsia. Os modernos arranha-céus de vidro refletem a sociedade industrial e comercial, com suas altas densidades demográficas.
No decorrer da história da arquitetura ocidental, os avanços na técnica e o desenvolvimento de novos estilos foram assinalados pela adoção de novos materiais, como pedra, terra, tijolo, madeira, vidro, concreto, ferro e aço - hoje somados aos plásticos e novos metais. Com sua grande resistência à compressão, a pedra foi o material dos mais importantes edifícios do passado, dando origem ao tipo comum de construção de lintéis e colunas e ao arco, culminando este último na sublime leveza das catedrais góticas. O apogeu da antiga construção de lintéis e colunas foi atingido na simplicidade clássica do templo grego, notadamente no PARTENON. A esses elementos os romanos acrescentaram ousadas experiências na construção de abóbadas, possibilitadas pelo uso do concreto, como no Partenon (séc. II d.C.) levadas ainda mais longe na arquitetura bizantina, na românica e na islâmica. Mas a resistência da pedra à tensão é reduzida, enquanto a madeira e o aço apresentam também resistência à tensão e à compressão, tornando possíveis construções com estrutura de madeira ou de metal, como os modernos edifícios de madeira do Japão ou os prédios com estrutura de aço. Os métodos de construção geodésicos com concreto protendido ampliaram ainda mais as possibilidades da arquitetura moderna.
Além do emprego de novos materiais e técnicas, são também responsáveis pelas mudanças de estilo na arquitetura as condições criadas pelo desenvolvimento das sociedades, as exigências do clima e a necessidade de expressar novas aspirações e ideais. Freqüentemente a arquitetura repete e elabora estilos mais antigos, como ocorre nos edifícios que revivem os estilos grego e romano. O uso de ornamentação e decoração em arquitetura - como de ornamentação e decoração da superfície dos edifícios islâmicos ou das construções européias do período ROCOCÓ - variou em resposta aos gostos em mudança. Hoje estamos saindo de um período de intensa reação contra a decoração de superfícies, corporificada no estilo simples e funcional, internacional, da arquitetura recente. Os estilos mudam, mas em todas as épocas e em todos os períodos o arquiteto tentou manipular o espaço, massa, luz e cores para construir um espaço para o homem. Assim, a importância da arquitetura na civilização é tríplice: é uma arte, determina o espaço no qual o homem vive e é sempre uma importante expressão da cultura humana.
Em arquitetura, a disposição peculiar das partes principais de uma edificação, principalmente as que se referem aos embasamentos, colunas e entablamentos (arquitrave, friso e cornija). A arquitetura grega tinha três ordens: a dórica, a jônica e a coríntia. A mais antiga é a dórica: suas colunas não tinham base. Como as do Partenon. A jônica originou-se na Ásia Menor e depois expandiu-se por toda a Grécia. A coríntia surgiu por volta do séc. IV a.C., foi largamente empregada pelos romanos e reviveu no Renascimento. A toscana é a mais simples e teria sido criada pelos etruscos. A compósita constitui uma mistura da jônica e da coríntia, tardiamente desenvolvida pelos romanos
 

 

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